Jubileu da Misericórdia 2015-2016

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Nota da CNBB sobre ação no STF que inclui a questão do aborto

Consep aprovou mensagem em defesa da integridade da vida
O Conselho Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nesta quarta-feira, 21 de setembro de 2016, Nota Oficial para manifestar a posição do episcopado com relação a Ação Direta de Inconstitucionalidade-ADI 5581 que tramita no Supremo Tribunal Federal-STF. Essa ADI questiona a lei 13.301/2016 que trata da adoção de medidas de vigilância em saúde, relativas ao vírus da dengue, chikungunya e zika.
Os bispos concordam que é urgente “que o Governo implemente políticas públicas para enfrentar efetivamente o vírus da zika, como, por exemplo, um eficiente diagnóstico e acompanhamento na rede pública de saúde”. No entanto, consideram estranho e indigno que se introduza nesse contexto da ADI a questão do aborto: “É uma incoerência que ela defenda os direitos da criança afetada pela síndrome congênita e, ao mesmo tempo, elimine seu direito de nascer”.
Intitulada "Em defesa da integridade da vida", a Nota da CNBB destaca a posição tradicional da Igreja sobre o aborto e traz uma denúncia sobre os interesses de grupos que que se aproveitam para colocar a questão do aborto no contexto do debate da ADI: “Repudiamos o aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida, particularmente, as que se aproveitam das situações de fragilidade que atingem as famílias. São atitudes que utilizam os mais vulneráveis para colocar em prática interesses de grupos que mostram desprezo pela integridade da vida humana”.
Os membros do Conselho apontaram para o exemplo das paralimpíadas: “As paralimpíadas trouxeram uma lição a ser assimilada por todos. O sentimento humano que brota da realidade dos atletas paralímpicos, particularmente das crianças que participaram das cerimônias festivas, nasce da certeza de que a humanidade se revela ainda mais na fragilidade”.  E os bispos concluem pedindo para que as comunidades cristãs ofereçam acolhimento e apoio às vítimas da microcefalia: “Solidarizamo-nos com as famílias que convivem com a realidade da microcefalia e pedimos às nossas comunidades que lhes ofereçam acolhida e apoio”.


Leia a nota na íntegra:


NOTA DA CNBB EM DEFESA DA INTEGRIDADE DA VIDA
“ Escolhe, pois, a vida, para que vivas. ” (Dt 30,19b)

O Conselho Episcopal Pastoral – CONSEP, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 20 e 21 de setembro de 2016, vem manifestar sua posição com relação a Ação Direta de Inconstitucionalidade-ADI 5581 que tramita no Supremo Tribunal Federal-STF. Essa ADI questiona a lei 13.301/2016 que trata da adoção de medidas de vigilância em saúde, relativas ao vírus da dengue, chikungunya e zika.
Urge, de fato, como pede a ADI, que o Governo implemente políticas públicas para enfrentar efetivamente o vírus da zika, como, por exemplo, um eficiente diagnóstico e acompanhamento na rede pública de saúde. Além disso, seja estendido por toda a vida o benefício para criança com microcefalia e não por apenas três anos, como estabelece o artigo 18 da lei 13.301/2016. Ao contrário do que prevê o parágrafo segundo desse artigo, o benefício seja concedido imediatamente ao nascimento da criança e não após a cessação do salário maternidade.
Causa-nos estranheza e indignação a introdução do aborto na ADI. É uma incoerência que ela defenda os direitos da criança afetada pela síndrome congênita e, ao mesmo tempo, elimine seu direito de nascer. Nenhuma deficiência, por mais grave que seja, diminui o valor e a dignidade da vida humana e justifica o aborto. “Merecem grande admiração as famílias que enfrentam com amor a difícil prova de um filho com deficiência. Elas dão à Igreja e à sociedade um precioso testemunho de fidelidade ao dom da vida” (Papa Francisco, Amoris Laetitia, 47).
Repudiamos o aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida, particularmente, as que se aproveitam das situações de fragilidade que atingem as famílias. São atitudes que utilizam os mais vulneráveis para colocar em prática interesses de grupos que mostram desprezo pela integridade da vida humana.
As paralimpíadas trouxeram uma lição a ser assimilada por todos. O sentimento humano que brota da realidade dos atletas paralímpicos, particularmente das crianças que participaram das cerimônias festivas, nasce da certeza de que a humanidade se revela ainda mais na fragilidade.
Solidarizamo-nos com as famílias que convivem com a realidade da microcefalia e pedimos às nossas comunidades que lhes ofereçam acolhida e apoio. Rogamos a proteção de Nossa Senhora, Mãe de Jesus, para todos os brasileiros e brasileiras.

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB


Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

“Ano Mariano é para celebrar, comemorar e reaprender com Nossa Senhora”, afirma dom Sergio

Ato oficial de lançamento do Ano Mariano ocorreu na sede da CNBB, em Brasília (DF)
Nesta quarta-feira, 21 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou ato oficial de lançamento do Ano Mariano, com uma celebração na sede da entidade, em Brasília (DF). A cerimônia contou com a participação da presidência da CNBB, membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), organismos vinculados à Conferência e colaboradores que atuam na sede. 
Na ocasião, com a ajuda dos colaboradores, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi entronizada no auditório da CNBB e posta no centro do espaço. Leituras bíblicas, cantos, textos reflexivos e uma mensagem do papa Francisco foram meditados, lembrando a devoção à rainha e padroeira do Brasil. 
De acordo com o arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha, o período convida os brasileiros a voltarem o coração para Nossa Senhora. “É um ano para celebrar, para comemorar, para louvar a Deus, mas também para reaprender com Nossa Senhora como seguir Jesus Cristo, como ser cristão hoje”, enfatizou.
O bispo falou também sobre as expectativas para o Ano. “Nós esperamos muito que o Ano Mariano possa ser de intensa evangelização com Maria, contando com a sua proteção, seguindo os seus exemplos, mas sendo essa Igreja em saída, essa Igreja misericordiosa, que a exemplo de Nossa Senhora vai ao encontro dos irmãos para compartilhar a alegria do Evangelho de Jesus Cristo – alegria da fé em Cristo”, disse.
No final, dom Sergio exortou para que o Ano Mariano seja vivido intensamente por toda a Igreja no Brasil. “Que este momento seja para a evangelização, para a missão, tendo presente o exemplo, as lições que Nossa Senhora nos deixa, mas também recorrendo com confiança a sua intercessão materna”, finalizou o bispo.
Ano Nacional Mariano 
O Ano Nacional Mariano foi proclamado pela CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas Águas do Rio Paraíba do Sul. A iniciativa será celebrada a partir do dia 12 de outubro até o dia 11 de outubro de 2017.
Em carta enviada aos bispos de todo o Brasil, a presidência da CNBB considera a celebração dos 300 anos “uma grande ação de graças” e recorda que todas as dioceses do país se preparam, desde 2014, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora, que percorre cidades e periferias. 
Confira, abaixo, a mensagem na íntegra:

Mensagem à Igreja Católica no Brasil
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano, a iniciar-se aos 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos 11 de outubro de 2017, para celebrar, fazer memória e agradecer.
Como no episódio da pesca milagrosa narrada pelos Evangelhos, também os nossos pescadores passaram pela experiência do insucesso. Mas, também eles, perseverando em seu trabalho, receberam um dom muito maior do que poderiam esperar: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida. Trata-se de uma lição sobre a missão da Igreja no mundo: “O resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor” (Papa Francisco).
A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Todas as dioceses do Brasil, desde 2014, se preparam, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorre cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus.
O Ano Mariano vai, certamente, fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5).
Todas as famílias e comunidades são convidadas a participar intensamente desse Ano Mariano.
A companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajude a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo!


 Dom Sergio da Rocha                                                                           Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de Brasília-DF                                                           Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA
  Presidente da CNBB                                                                            Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB
Fonte: CNBB

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mulher criada por pais gays publica livro sobre o mal de ser privada de uma mãe

Quando se fala da regulamentação da união civil de casais homossexuais, logo se fala também da possibilidade de adoção. Porém, as consequências da privação de uma das duas figuras, a paterna ou a materna, é um tema ainda bem inexplorado e o testemunho das pessoas criadas por casais homossexuais em outros países são relativamente desconhecidos.

No Canadá, Dawn Stefanowicz, publicou o livro Out From Under: The Impact of Homosexual Parenting para contar a sua experiência. Segundo ela, após o lançamento do livro, em 2007, mais de cinquenta outros adultos que foram criados por casais LGBT entraram em contato para dizer que compartilham as suas preocupações sobre o casamento e a paternidade homossexual. “Muitos de nós lutam com a sua própria sexualidade por causa da influência do ambiente em que cresceram”, conta Dawn.

Ela lamenta a forte restrição de liberdade de pensamento que se verificou no seu país após a aprovação do casamento gay. Posicionar-se de forma contrária pode gerar consequências disciplinares, demissão ou perseguições por parte do governo.

Mas as palavras mais fortes do seu livro são aquelas que narram as experiências que viveu na infância. “Nas famílias homossexuais, as crianças negarão com frequência a própria dor e fingirão não sentir falta de um pai biológico, sentindo-se pressionadas pelas políticas que circundam as famílias LGBT a se exprimir positivamente. Quando as crianças carecem de um pai biológico por morte, divórcio, adoção ou reprodução artificial, experimentam um vazio doloroso. É o que acontece também quando o nosso pai gay traz para dentro da nossa vida o(s) seu(s) parceiro(s) do mesmo sexo, que nunca poderá substituir o genitor biológico”, escreve Dawn.

As crianças têm naturalmente a necessidade de ter uma mãe e um pai – e têm o direito a isso. Dawn diz que “as mães e os pais contribuem com dons únicos e complementares à formação dos filhos. O sexo dos pais conta para um desenvolvimento saudável dos filhos. Nós sabemos, por exemplo, que a maior parte dos homens que estão presos não tiveram um pai por perto. Os pais, por sua natureza, asseguram identidade, dão direção, disciplina e limites e constituem um exemplo para os filhos, mas não podem gestá-los no próprio ventre ou amamentá-los. As mães criam os filhos de uma maneira única que não pode ser substituída pelo pai.”

Dawn afirma ser uma das seis adultas criadas por pais gays que recentemente apresentaram à Suprema Corte norte-americana uma advertência solicitando que seja respeita a autoridade dos cidadãos em manter a definição originária do casamento, de modo que os filhos possam ser educados por seus próprios pais biológicos ou por quem de fato possa lhes substituir.


Assista a um vídeo com o testemunho de Dawn Stefanowicz (legendado em espanhol):


Fonte: Sempre Família

Seminário Interdiocesano esta em festa

O Seminário Interdiocesano Nossa Senhora das Dores em Caruaru, onde estuda os nossos seminaristas, esta em festa, comemorando as festividade de sua padroeira Nossa Senhora das Dores.

Nossa Senhora das Dores é padroeira da Diocese de Caruaru, da cidade de Caruaru e também do seminário. Atualmente o seminário acolhe os seminaristas das dioceses de Caruaru, Garanhuns, Pesqueira e Salgueiro, sendo no total, 65 jovens, que querem consagrar as suas vidas ao serviço da Igreja.


Rezemos por estes jovens que buscam deixar tudo que possuem, para seguir o tudo que é Deus!

Confira a programação:


Fonte: Seminário de Caruaru

CNBB abre inscrições para Prêmios de Comunicação

As inscrições para os prêmios de comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foram abertas nesta segunda-feira, 19 de setembro, e se encerram no próximo 31 de dezembro. A edição 2016/2017 celebra o cinquentenário da iniciativa da CNBB que teve início em 1967 com a primeira entrega do prêmio de Cinema, “Margarida de Prata”. No correr das cinco décadas, também o Rádio, a Televisão e a Imprensa também foram contemplados com o reconhecimento dos bispos e, na festa dos 50 anos, a Conferência cria um novo prêmio dedicado a trabalhos realizados no âmbito da internet.

Podem se inscrever profissionais ou não de comunicação que tenham realizado obras nas quais realcem valores humanos e cristãos. Para o prêmio de Cinema, poderão concorrer em três categorias: curta, média e longa metragem. O prêmio de Rádio, o “Microfone de Prata”, tem as seguintes categorias à disposição dos profissionais: programas de jornalismo, entretenimento e religioso. Reportagem e Documentário são as duas categorias do prêmio “Clara de Assis” que é dado aos comunicadores que apresentam trabalhos na Televisão. O prêmio de imprensa, “Dom Helder Câmara” é dado aos candidatos que publicam matérias jornalísticas em jornal e revista impressos. O prêmio criado por ocasião do cinquentenário, “Dom Luciano mendes de Almeida”, para a Internet tem as seguintes categorias: A primeira recebe sites, portais e blog; a segunda é dedicada a iniciativas em redes sociais e a terceira vai premiar aplicativos.

No hot site dos prêmios (http://premioscomunicacao.cnbb.org.br), os candidatos encontram o Regulamento/Edital e uma ficha de inscrição que deve ser preenchida e enviada por meio postal acompanhada do material para concorrer a um dos cinco prêmios. O novo Regulamento dos Prêmios, aprovado pelo Conselho Permanente da CNBB, traz uma novidade: além dos trabalhos que serão apresentados por meio das inscrições de seus autores, os bispos de todos os regionais da Conferência poderão também indicar candidaturas, isto é, solicitar a inscrição dos trabalhos em todas as áreas dos prêmios produzidos em todo o Brasil no ano de 2016.

O processo de escolha dos vencedores se desenrola da seguinte maneira: os inscritos até 31 de dezembro são encaminhados para grupos de especialistas da Rede Católica de Rádio e de quatro universidades brasileiras: PUC Rio, PUC Goiás, Católica de Salvador e Católica de Brasília. Os profissionais e professores de Rádio, Televisão, Cinema, Jornalismo e de Tecnologia selecionam 3 trabalhos em cada categoria dos 5 prêmios. Esses indicados são levados a um Júri, composto por bispos, que escolhe os ganhadores. Os prêmios serão entregues num programa de Televisão que será veiculado por todas os canais de inspiração católica na primeira semana da assembleia geral dos bispos da CNBB em abril de 2017. A premiação é composta por um troféu, passagem e estadia do vencedor, sem acompanhante, para a cerimônia de entrega e não inclui valores financeiros.


Fonte: CNBB

Pontifícias Obras Missionárias apresentam a Campanha Missionária 2016

Na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM), em Brasília, nesta segunda-feira, 19 de setembro, foi apresentada para a Imprensa a Campanha Missionária de 2016. Com a presença do bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Eclesial, dom Esmeraldo Barreto, do diretor nacional das POM, padre Maurício da Silva Jardim e do secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cleber Buzatto, a campanha foi apresentada com o tema “Cuidar da Casa Comum é a nossa missão”. As reflexões feitas na entrevista coletiva ligaram o tema da Campanha com a Encíclica Laudato Si e com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano que tratou do Saneamento Básico.

“O Papa Francisco mostrou-nos a associação íntima que existe entre a vida dos pobres e as fragilidades do Planeta”, disse dom Esmeraldo. Ele considera que a Campanha Missionária que oferece material específico para as comunidades refletirem sobre o tema tem a como objetivo chamar a atenção a respeito do compromisso de todos – especialmente dos cristãos – para o cuidado em relação ao Planeta, à “ Casa Comum”. “É preciso considerar o sentido humano da Ecologia” e “buscar um novo estilo de vida que olhe a integração de tudo”, concluiu dom Esmeraldo.

Cleber Buzatto sublinhou o exemplo dos povos originários no cuidado com a Natureza. Ele lembrou que 305 povos indígenas falando 274 línguas diferentes têm uma matriz semelhante no cuidado com a Natureza marcado pelo respeito e a reciprocidade”. Uma lógica que contradiz a prática da sociedade hegemônica no Brasil que lida com a Natureza por meio da posse e da exploração até a exaustão. Ele ainda disse que o CIMI deseja que a Campanha Missionária seja uma oportunidade para todos refletirem, debaterem e rezarem sob a inspiração das palavras do papa Francisco ao pedir maior ênfase na cultura da proximidade e do encontro.

Ao destacar o tema da Campanha, padre Maurício Jardim, recordou que o Papa Leão XIII, no final do século XIX já resumiu que a missão se faz com os joelhos que rezam, com as mãos que partilham e com os pés que levam ao caminho para lugares distantes. “Tudo está interligado”, disse o diretor das POM. “Pode-se cooperar com a Campanha Missionária, portanto, por meio da comunhão espiritual, a oração; da comunhão material, a partilha de recursos participando da coleta nacional missionária no dia 23 de outubro e a disposição para a missão ad gentes, por meio daqueles que podem ir ser missionários em outros povos”, comentou padre Mauricio.

Foram apresentados pelo diretor das POM os materiais da Campanha Missionária que foram distribuídos para as 276 dioceses e prelazias do Brasil: cartazes com o tema e lema da Campanha, 220 mil livrinhos e 22 mil DVDs da Novena Missionária, Mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Missões (22 de outubro), oração dos fiéis para o quarto domingo de outubro; envelopes para a coleta nacional e seis versões de marcadores de página.

Mais informações: www.pom.org.br

Fonte: CNBB

O papel do Papa na unidade dos cristãos

Representantes da Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas de todos os continentes estão reunidos em Chieti, na Itália, desde a última sexta-feira, na XIV Plenária da Comissão Mista Internacional cujo tema é: “O papel do Papa para a unidade dos Cristãos”.

O objetivo da Plenária é prosseguir no caminho da “plena unidade” dos cristãos. Participam exponentes das Igrejas, entre os quais o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, o teólogo e Arcebispo de Chieti, Dom Bruno Forte, e o representante do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, Gennadios de Sassina.

Primazia do Papa
Os primeiros debates refletiram sobre a primazia do Papa, assim como toda a autoridade na Igreja, deve ser interpretada e exercida segundo o critério da caridade, que também se expressa de forma jurídica. O título de “Servus servorum Dei” (“Servo dos servos de Deus”) assumido pelo Papa Gregório Magno é expressão do serviço na caridade, apontaram as discussões. “Não é uma definição ritual, de circunstância, de cortesia ecumênica. O Papa serve porque ama. E isso é cada vez mais visível, nas atuais circunstâncias históricas”, explicaram os especialistas.

Em seu discurso à Comissão Mista internacional para o Diálogo Teológico entre Católicos e Ortodoxos orientais em 2015, Francisco recordou:
“Durante os últimos 10 anos foram examinados os percursos ao longo da história, em que as Igrejas manifestaram a própria comunhão nos primeiros séculos. Nisto consiste a nossa busca de comunhão em nossos dias. Faço votos de que o trabalho da Comissão Mista possa produzir frutos abundantes para a pesquisa teológica comum e nos ajude a viver a nossa amizade fraterna”.


Fonte: Rádio Vaticano