Ano Nacional Mariano 2017

terça-feira, 7 de março de 2017

Arrastão Mariano da Juventude 2017

A paróquia São Vicente de Paulo – Saloá-PE, vivendo o Ano Nacional Mariano, promove o segundo Arrastão Mariano da Juventude. O arrastão busca repeti o êxito do primeiro evento, ocorrido o ano passado em nossa querida paróquia. Onde ao som da banda Só louvor, a comunidade paróquia manifestou todo o seu amor a Nossa Senhora, no percurso nas ruas de nossa cidade.

Qualquer dúvida pode deixar mensagem por aqui, dirija-se à secretaria paroquial ou procure o responsável em sua comunidade.

RESUMO DA HISTÓRIA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE, 50 ANOS DE AÇÃO.


Cardeal Eugênio de Araújo Sales
(1920 - 2012).
A Campanha da Fraternidade nasceu por iniciativa de Dom Eugênio de Araújo Sales, em Nísia Floresta, Arquidiocese de Natal, RN, como expressão da caridade e da solidariedade em favor da dignidade da pessoa humana, dos filhos e filhas de Deus.

Assumida pelas Igrejas Particulares da Igreja no Brasil, a Campanha da Fraternidade tornou-se expressão de comunhão, conversão e partilha. Comunhão na busca de construir uma verdadeira fraternidade; conversão na tentativa de deixar-se transformar pela vida fecundada pelo Evangelho; partilha como visibilização do Reino de Deus que recorda a ação da fé, o esforço do amor, a constância na esperança em Cristo Jesus (Cf 1Ts 1,3).

A Campanha da Fraternidade tem hoje os seguintes objetivos permanentes: (1) Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; (2) Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; (3) Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja)”.

Ao celebrarmos os 50 anos da Campanha da Fraternidade, registramos a memória do caminho percorrido: Dom Jaime Vieira Rocha, Arcebispo de Natal, recorda o nascimento e primeiros passos; Pe. José Adalberto Vanzella, Secretário Executivo do Regional Nordeste V da CNBB, apresenta a fase de crescimento da estrutura, dos temas e lemas; Pe. Luiz Carlos Dias, Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade, retrata o momento atual. Toda essa riqueza aparece emoldurada pelas mensagens que, a cada ano, os Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI enviaram à Igreja no Brasil, por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade, destacando a importância desse serviço inspirado pelo espírito penitencial da Quaresma.

UMA HISTÓRIA DE DOAÇÃO, SERVIÇO E COMPAIXÃO
Foi mediante o clamor do povo de Deus espalhado pelas terras potiguares que a Igreja de Natal, seguindo as recomendações de Nossa Senhora da Apresentação, acolheu as sementes e frutos do chamado “Movimento de Natal”, entendido como expressão de maturidade de fé, de vivência das virtudes da esperança e da caridade a serviço da justiça social. Muitos foram os frutos desse conjunto de ações pastorais que amadureceram no calor da fé, regados pela Pastoral de Conjunto: “Campanha da Fraternidade”. Um investimento de evangelização cujo valor empregado foi, e continua sendo, a compreensão em forma de doação, o serviço como sinal de ternura e a compaixão revestida de politização.



Fonte: CNBB.

Três propósitos para 2017, o Ano Mariano

É muito bom que no início do ano façamos bons propósitos, por isso, em 2017, neste Ano Nacional Mariano, somos convidados a fazer três excelentes propósitos relacionados a Santíssima Virgem Maria. Estes propósitos são oportunos não somente por causa do Ano Mariano, mas também pela comemoração que o motivou, que é o jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Além disso, são oportunos por que em 2017 também celebramos os 100 anos das aparições de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.


Sendo assim, no início deste Ano Mariano, somos chamados a fazer os seguintes propósitos: 1. Empenhar-nos com grande fervor em nossa vida de oração, nas nossas penitências e em nossos sacrifícios, por amor a Deus e a Virgem Maria; 2. Praticar a devoção dos primeiros sábados em reparação das ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria; 3. Consagrar-nos a Virgem Santíssima ou renovar com novo fervor a nossa entrega total.

O espírito de oração, penitência e sacrifício
Em Fátima, as aparições do Anjo da Paz ou Anjo de Portugal e de Nossa Senhora concederam aos três pastorinhos – Lúcia, Francisco e Jacinta – a visão espiritual de que, especialmente em nossos tempos, é urgente fazer orações, penitências e sacrifícios, pela conversão e salvação dos pecadores. Pois, são muitíssimas as almas que se perdem no Inferno por não terem quem reze e faça penitências e sacrifícios por elas.

Numa das aparições do Anjo da Guarda de Portugal, que precederam as aparições de Nossa Senhora, ele disse aos pastorinhos, que descansavam à sombra das árvores:

– Que fazeis? Orai! Orai muito! Os Corações de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.

– Como nos havemos de sacrificar? [… perguntou a pequena Lúcia].

– De tudo que puderdes, oferecei um sacrifício em ato de reparação, pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre a vossa Pátria, a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo, aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar[1].
Estas palavras do Anjo da paz ficaram gravadas profundamente na alma dos pastorinhos como uma luz, que os fazia compreender quem era Deus, como Ele os amava e queria ser amado. Lúcia, Francisco e Jacinta também entenderam o valor do sacrifício, que este era agradável a Deus e, em consideração de seus esforços, que convertia os pecadores. A partir desse momento, os pastorinhos começaram a oferecer ao Senhor tudo que os mortificava. Passaram a deixar de lado coisas boas e lícitas, como o descanso, as brincadeiras, o alimento que mais gostavam, para entregar a Deus em forma de sacrifício, penitência, jejum, oração. Diante disso, inspirados pelos pastorinhos, façamos também nossas orações, penitências e sacrifícios.

A devoção reparadora ao Imaculado Coração de Maria
A devoção dos cinco primeiros sábados em reparação ao Imaculado Coração de Maria começou a ser revelada no dia 13 de Junho de 1917, quando aconteceu a segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima, Portugal. Nesta aparição, Lúcia, Francisco e Jacinta testemunharam a primeira grande manifestação do Imaculado Coração de Maria, vendo-o cercado de espinhos, que pareciam cravados nele. A respeito desta visão, os pastorinhos compreenderam que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação[2].

Em 10 de Dezembro de 1925, em Pontevedra, na Espanha, a Virgem Maria apareceu a Irmã Lúcia e revelou em que consiste a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados – em reparação das ofensas cometidas contra o seu Imaculado Coração – e como esta deve ser praticada:

1. A Confissão: devemos confessar nossos pecados, de preferência no primeiro Sábado do mês. Entretanto, caso seja impossível, ou muito difícil, podemos confessar-nos com antecedência de oito dias ou mais. Porém, lembramos que uma das práticas desta devoção é a comunhão reparadora. Por isso, é necessário estar em estado de graça no primeiro Sábado do mês, para poder comungar nesse dia. Sendo assim, é mais prudente que nos confessemos na semana do primeiro sábado.

O requisito fundamental da Confissão, e todas as outras práticas desta devoção, é a intenção reparadora das ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria. Esta intenção não precisa ser dita ao Sacerdote, mas apenas apresentada a Deus em oração, antes da Confissão. No caso de esquecermos essa intenção reparadora, podemos coloca-la na próxima Confissão. Todavia, devemos aproveitar a primeira oportunidade que tivermos para nos confessar;

2. O Santo Rosário ou Terço Mariano: devemos rezar o Rosário ou pelo menos o Terço no primeiro Sábado do mês, na intenção da reparação das ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria. Nesse Sábado, as pessoas que já rezam o Terço ou o Rosário diariamente devem rezar pelo menos um Terço a mais do que o de costume, com a intenção reparadora;

3. Os 15 minutos de companhia a Virgem Maria: devemos permanecer na presença de Nossa Senhora em oração durante pelo menos 15 minutos, meditando sobre um ou mais dos 15 mistérios do Santo Rosário, na intenção reparadora ao seu Imaculado Coração.

A título de sugestão, podemos meditar os mistérios do Rosário da Virgem Maria conforme a Liturgia: no tempo do Advento e do Natal, podemos meditar os mistérios Gozosos; no tempo da Quaresma, os Dolorosos; no Tempo Pascal, os Gloriosos; no Tempo Comum, aqueles mistérios que mais dizem respeito à Liturgia do dia ou do Domingo;

4. A Comunhão reparadora: devemos participar da Santa Missa ou da celebração da Palavra e comungar, na intenção de reparar as ofensas cometidas contra o Imaculado Coração. Não nos esqueçamos de que a comunhão é o ato mais importante da devoção reparadora ao Imaculado Coração de Maria. Por isso, devemos nos preparar bem para receber o Corpo do Senhor e comungar com profunda reverência, com na intenção da reparação.

Lembramos mais uma vez que a intenção reparadora é essencial em todas as práticas da devoção dos cinco primeiros sábados. Sem essa intenção em todas essas quatro práticas, a devoção não é válida. Sendo assim, não deixemos de formular a intenção reparadora ao Coração Imaculado de Maria antes de todas as quatro práticas desta devoção.

A consagração a Santíssima Virgem Maria

Neste ano Mariano, somos convidados a fazer o propósito de nos consagrar a Virgem Maria ou de renovar, com novo ardor, a nossa consagração. Para nos consagrar, há vários modos, mas vamos tratar somente do método de São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande apóstolo da Virgem Maria, por ser o mais bem formulado teologicamente e o mais profundo espiritualmente.

No seu clássico livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, São Luís Maria nos ensina a respeito da consagração a Nossa Senhora: “Esta devoção é um caminho fácil, curto, perfeito e seguro para chegar à união com Nosso Senhor, e nisto consiste a perfeição do cristão”[3]. Além disso, no Tratado, o Santo nos dá ainda muitas outras razões para nos consagrar. Ele também nos apresenta as razões teológicas da consagração e um método tradicional da Igreja para nos entregar inteiramente a Jesus, pelas mãos de Maria.

Primeiramente, somos todos convidados para a leitura ou releitura do Tratado, para o conhecimento ou aprofundamento do conteúdo desse precioso livro de espiritualidade mariana, que foi o segredo da santidade de São João Paulo II, São João Bosco, São Pio de Pietrelcina e de muitos outros santos. Depois da leitura, escolhemos uma data e, pelo menos trinta dias antes, começamos a fazer as orações preparatórias para a consagração.

Assim, Neste Ano Nacional Mariano, somos chamados a assumir o propósito de nos consagrar, ou renovar com novo fervor a nossa entrega total, a Virgem Santíssima. Pensemos também no propósito de entregar nossas orações, penitências e sacrifícios a Nossa Senhora. Por fim, coloquemo-nos o desafio de nos firmar na prática da devoção dos primeiros sábados, em reparação ao Imaculado Coração de Maria. Essas práticas, além de desagravar o Imaculado Coração de Maria, beneficiam muitas almas. Lembremos de que muitas almas se perdem no inferno por que não terem quem reze por elas.

Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!

Links relacionados:
CANÇÃO NOVA FORMAÇÃO. Saiba quais são os tipos de jejum.
PADRE PAULO RICARDO. A lei da abstinência.
PADRE PAULO RICARDO. “Moda” não, mudança de vida!
Referências:
[1] PADRE LUÍS KONDOR. Memórias da Irmã Lúcia, p. 168.
[3] SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem, 152.
http://blog.cancaonova.com/tododemaria/files/authors/4605_thumb.jpg

Natalino Ueda é brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. Na consagração a Virgem Maria, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, explicado no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, descobriu o caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina e escreve sobre esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é hoje o seu maior apostolado.


Fonte: Canção Nova

terça-feira, 11 de outubro de 2016

82ª Festa de São Vicente de Paulo



Programação da 82ª Festa de São Vicente de Paulo

Convite


Neste Ano da Misericórdia celebraremos o novenário do nosso Padroeiro com o tema: “São Vicente de Paulo, filho da caridade e da misericórdia”. A exemplo dele somos chamados a aprender nesta escola da caridade e da misericórdia. Participe e traga sua família, para vivermos juntos este momento de graça!

Pe. Everaldo José de Oliveira

Pe. Fábio Soares de Barros

Conselho Paroquial



Programação:
 

Dia 15 (sábado – abertura)
06h00min – Salva de fogos coletiva.
17h30min – Procissão motorizada saindo de Iatecá.
19h30min – Santa Missa presidida por Dom Paulo Jackson.
Quermesse e apresentação cultural.


Dia 16 (domingo)
07h00min – Passeio ciclístico.
09h00min – Santa Missa.
10h00min – Batizados na Igreja Matriz.
10h00min – Gincana de motos, homenagens e orações pelos falecidos em acidentes de motos.
19h30min – Santa Missa.
Quermesse e apresentação cultural.


Dia 17 (segunda-feira - segurança pública)
19h30min – Santa Missa.
Quermesse e apresentação da Orquestra do 71BI.

Dia 18 (terça-feira – Mãe Rainha)
19h30min – Santa Missa.
Quermesse e apresentação com o Ministério de música LPC (Loucos Por Cristo) – Iatecá.

Dia 19 (quarta-feira – Saúde e Serviços Sociais)
08h00min – Ações Sociais.
14h00min – Ação de Saúde.
19h30min – Santa Missa.
Quermesse com apresentação da Orquestra do CRAS (Meninos de Saloá).


Dia 20 (quinta-feira – Namorados, noivos e casados)
15h00min às 19h00min – Adoração ao Santíssimo.
19h30min – Santa Missa.
Quermesse com Seresta.


Dia 21 (sexta-feira – Educação)
09h00min – Gincana das escolas.
14h00min – Encontro com os alunos – Tema: “São Vicente de Paulo, filho da caridade e da misericórdia”.
19h30min – Santa Missa.
Quermesse com apresentação cultural.

Dia 22 (sábado – Juventude)
19h30min – Santa Missa.
Quermesse e Show com o Ministério de Música Kairós.

Dia 23 (domingo - Encerramento)
Participação de todos os Movimentos, Pastorais, Serviços e Comunidades.
10h00min – Batizados na Igreja Matriz.
16h00min – Procissão pelas principais ruas da cidade.
19h30min – Santa Missa.


Agradecimentos


Que o nosso bom Deus, por intercessão de São Vicente de Paulo, abençoe e proteja todos (as) que colaborarem de todas as formas para o êxito desta festa.



Muito obrigado e que Deus abençoe a sua 

generosidade!


Fonte: Blog da Paróquia

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Festa dos arcanjos

Hoje a Igreja celebra os santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael
A Igreja celebra neste dia 29 de setembro a festa dos santos arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, que aparecem na Bíblia com missões importantes dadas por Deus.
São Miguel em hebreu significa “Quem como Deus” e é um dos principais anjos. Seu nome era o grito de guerra dos anjos bons na batalha combatida no céu contra o inimigo e seus seguidores.
Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus.  É chamado pelo profeta Daniel, no Antigo Testamento, de príncipe protetor dos judeus. No Novo Testamento, é citado na carta de São Judas e no Livro do Apocalipse. Aparece como protetor dos filhos de Deus e de Sua Igreja.
São Gabriel significa “Fortaleza de Deus”. Teve a missão muito importante de anunciar a Nossa Senhora que seria a Mãe do Salvador.
Segundo o profeta Daniel (IX, 21), foi Gabriel quem anunciou o tempo da vinda do Messias; quem apareceu a Zacarias “estando de pé à direita do altar do incenso” (Lucas 1, 10-19), para lhe dar a conhecer o futuro nascimento do Precursor; e, finalmente, o arcanjo como embaixador de Deus, foi enviado a Maria, em Nazaré para proclamar o mistério da Encarnação. É ele o portador de uma das orações mais populares e queridas do cristianismo, a Ave Maria.
São Rafael quer dizer “Medicina de Deus” ou “Deus obrou a saúde”. É o arcanjo amigo dos caminhantes, médico dos doentes, auxílio dos perseguidos.
No Livro de Tobias é narrado que quando Tobit, pai de Tobias e homem de grande caridade, passou pela provação da cegueira e de todos lhe questionarem a fé, juntamente quando Sara era atormentada por um demônio que matava seus maridos nas núpcias. Então, ambos rezaram a Deus e foram ouvidos; e foi Rafael que foi enviado para lhes prestar socorro.
São Rafael tomou a forma humana, se fez chamar Azarías e acompanhou Tobias em sua viagem, ajudando-o em suas dificuldades, guiando-o por todo o caminho e auxiliando-o a encontrar uma esposa da mesma linhagem. Então, o Arcanjo explicou ao jovem Tobias que poderia casar-se com Sara sem perigo algum. E, por fim, ao retornarem esclareceu como ele poderia curar o pai da cegueira. No livro de Tobias o próprio arcanjo se descreve como “um dos sete que estão na presença do Senhor”.
Para celebrar esta data, recordamos a oração aos Santos Arcanjos:
Ajudai-nos, ó grandes santos, irmãos nossos, que sois servos como nós diante de Deus. Defendei-nos de nós mesmos, de nossa covardia e tibieza, de nosso egoísmo e de nossa ambição, de nossa inveja e desconfiança, de nossa avidez em procurar a saciedade, a boa vida e a estima.
Desatai as algemas do pecado e do apego a tudo o que passa. Desvendai os nossos olhos que nós mesmos fechamos para não precisar ver as necessidades de nosso próximos e poder, assim, ocupar-nos de nós mesmos numa tranquila autocomplacência. Colocai em nosso coração o espinho da santa ansiedade de Deus para que não deixemos de procurá-lo com ardor, contrição e amor.
Contemplai em nós o Sangue do Senhor, que Ele derramou por nossa causa.  Contemplai em nós as lágrimas de vossa Rainha, que ela derramou sobre nós.
Contemplai em nós a pobre, desbotada, arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que deveríamos ser Sua vontade e Seu amor.
Ajudai-nos a conhecer Deus, a adorá-Lo, a amá-Lo e a servir-Lhe. Ajudai-nos no combate contra os poderes das trevas que, traiçoeiramente, nos envolvem e nos afligem.
Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que, um dia, estejamos todos jubilosamente reunidos na eterna bem-aventurança. Amém.
São Miguel, assisti-nos com vossos santos anjos;
Ajudai-nos e rogai por nós.
São Rafael, assisti-nos com vossos santos anjos;
Ajudai-nos e rogai por nós.
São Gabriel, assisti-nos com vossos santos anjos;

Ajudai-nos e rogai por nós.

Fonte: acidigital

Você se sente deprimido e sem vontade de viver? Veja o que diz o Papa Francisco

Segundo o ACI Digital (27/09/2016), durante a homilia da Missa na Capela da Casa Santa Marta – na festa de São Vicente de Paulo –, o Papa Francisco meditou sobre a primeira leitura de hoje, que conta a história de Jó, o qual passou por uma grande “desolação espiritual” e “havia perdido tudo”. O Santo Padre ofereceu alguns conselhos para aquelas pessoas que se sentem tristes e deprimidas.
“A desolação espiritual é uma coisa que acontece com todos nós: pode ser mais forte ou mais fraca… mas é uma condição da alma obscura, sem esperança, desconfiada, sem vontade de viver, que não vê a luz no fim do túnel, que tem agitação no coração e nas ideias”.
Mas também, “a desolação espiritual nos faz sentir como se nossa alma fosse ‘achatada’: quando não consegue, não quer viver: ‘A morte é melhor!’”, acrescentou o Pontífice.
Isto foi o que aconteceu com Jó, “melhor morrer do que viver assim”. “E nós devemos entender quando nosso espírito está neste estado de tristeza geral, quando ficamos quase sem respiro. Acontece com todos nós e temos que compreender o que se passa em nosso coração”, aconselhou.
Francisco convidou então a nos perguntar: “O que se deve fazer quando vivemos estes momentos escuros, por uma tragédia familiar, por uma doença, por alguma coisa que me leva ‘para baixo’. Alguns pensam em engolir um comprimido para dormir e tomar distância dos fatos, ou beber ‘dois, três, quatro golinhos’. Mas isto não ajuda”, assegurou o Papa.
Em vez disso, a liturgia de hoje “nos mostra como lidar com a desolação espiritual, quando ficamos mornos, para baixo, sem esperança”.
O Santo Padre indicou que no salmo 87 está a resposta: “Chegue a ti a minha prece, Senhor”. Portanto, é preciso rezar: “É uma oração de bater na porta, mas com força!”, exclamou.
“Senhor, eu estou cheio de desventuras. A minha vida está à beira do inferno. Estou entre aqueles que descem à fossa, sou como um homem sem forças’”, disse o Papa.
“Quantas vezes nós nos sentimos assim, sem forças… E esta é a oração. O Senhor mesmo nos ensina como rezar nestes momentos difíceis. ‘Senhor, me lançaste na fossa mais profunda. Pesa sobre mim a Tua cólera. Chegue a Ti a minha oração’”.
Nesse sentido, o Pontífice disse novamente: “Assim devemos rezar nos piores momentos, nos momentos mais escuros, mais desolados, mais esmagados, que nos esmagam mesmo. Isto é rezar com autenticidade. E também desabafar como desabafou Jó com os filhos. Como um filho”.
Francisco destacou que o personagem da Bíblia viveu também o silêncio dos amigos nesta situação.
Diante de uma pessoa que sofre, disse o Papa, “as palavras podem ferir”. O que conta é estar perto, fazer sentir a proximidade, “mas não fazer discursos”.
“Quando uma pessoa sofre, quando uma pessoa se encontra na desolação espiritual, você tem que falar o mínimo possível e você tem que ajudar com o silêncio, a proximidade, as carícias, com a sua oração diante do Pai”.
Em seguida, o Santo Padre disse que existem 3 coisas que se devem fazer:
“Em primeiro lugar, reconhecer em nós os momentos de desolação espiritual, quando estamos no escuro, sem esperança, e nos perguntar por quê. Em segundo lugar, rezar ao Senhor, como na liturgia de hoje, com este Salmo 87 que nos ensina a rezar, no momento de escuridão”, prosseguiu o Papa.
“E em terceiro lugar, quando me aproximo de uma pessoa que sofre, seja por doenças, seja por qualquer sofrimento, mas que está na desolação completa, silêncio; mas silêncio com tanto amor, proximidade, ternura. E não fazer discursos que, depois, não ajudam e, também, lhe fazer mal”.
Ao concluir, o Papa Francisco disse: “Rezemos ao Senhor para que nos conceda essas três graças: a graça de reconhecer a desolação espiritual, a graça de rezar quando estivermos submetidos a este estado de desolação espiritual e também a graça de saber acolher as pessoas que passam por momentos difíceis de tristeza e de desolação espiritual”.
Leitura e salmo comentados pelo Papa:

Primeira Leitura (Jó 3,1-3.11-17.20-23)

“Jó abriu a boca e amaldiçoou o seu dia, 2dizendo: “Maldito o dia em que nasci e a noite em que fui concebido. Por que não morri desde o ventre materno, ou não expirei ao sair das entranhas? Por que me acolheu um regaço e uns seios me amamentaram? Estaria agora deitado e poderia descansar, dormiria e teria repouso, com os reis e ministros do país, que construíram para si sepulcros grandiosos; ou com os nobres, que amontoaram ouro e prata em seus palácios. Ou, então, enterrado como aborto, eu agora não existiria, como crianças que nem chegaram a ver a luz.

Ali acaba o tumulto dos ímpios, ali repousam os que esgotaram as forças. Por que foi dado à luz um infeliz e vida àqueles que têm a alma amargurada? Eles desejam a morte que não vem e a buscam mais que um tesouro; eles se alegrariam por um túmulo e gozariam ao receberem sepultura.

Por que, então, foi dado à luz o homem a quem seu próprio caminho está oculto, a quem Deus cercou de todos os lados? ”

Salmo responsorial 87, 2-8

A vós clamo, Senhor, sem cessar, todo o dia, e de noite se eleva até vós meu gemido. Chegue a minha oração até a vossa presença, inclinai vosso ouvido a meu triste clamor!
Saturada de males se encontra a minh’alma, minha vida chegou junto às portas da morte. Sou contado entre aqueles que descem à cova, toda gente me vê como um caso perdido!
O meu leito já tenho no reino dos mortos, como um homem caído que jaz no sepulcro, de quem mesmo o Senhor se esqueceu para sempre e excluiu por completo de sua atenção.

Ó Senhor, me pusestes na cova mais funda, nos locais tenebrosos da sombra da morte.

Sobre mim cai o peso do vosso furor, vossas ondas enormes me cobrem, me afogam.